15 de novembro de 2009

A TI, MÃE


Hoje vejo como o tempo foi perdido.
Olho para teu rosto,
O teu cabelo ondulado e lívido,
As linhas marcadas a contragosto.

Palavras que nunca tivemos,
Conversas sempre por iniciar.
Por vezes quero-te contar o que vivemos,
Mas acabo por resignar.

Tenho lembranças e saudades.
Do teu colo e carinho.
Do meu tempo de ninho.

Sei hoje, que sempre esperei,
E esperar, não é nada.
Perdoa-me, ... Mãe! Perdoa-me!

                                            rui

Sem comentários: