Hoje vejo como o tempo foi perdido.
Olho para teu rosto,
O teu cabelo ondulado e lívido,
As linhas marcadas a contragosto.
Palavras que nunca tivemos,
Conversas sempre por iniciar.
Por vezes quero-te contar o que vivemos,
Mas acabo por resignar.
Tenho lembranças e saudades.
Do teu colo e carinho.
Do meu tempo de ninho.
Sei hoje, que sempre esperei,
E esperar, não é nada.
Perdoa-me, ... Mãe! Perdoa-me!
rui

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